Bom dia outra vez meu caro,

Hoje a carta é tua. Tua e só tua. Deixei-me de regras como já deves saber (deixei-me mesmo, eu juro.) Abri esta excessão não sei bem porquê, mas abri. E comeve-me tê-lo feito, talvez seja um bom sinal.
A solução que a tua calculadora apresentou, estava e está assustadoramente correcta, «gosto muito de ti» encaixa perfeitamente na resolução do não-problema, tu + eu. Ás vezes até se aplica a nós bem demais. Assim como ás vezes te tornas mais do que aquilo que queres ser. Deves-me um pedido de desculpas em relação a isso. A culpa, evidentemente, também é minha, mas ninguém precisa do o saber, logo, acuso-te por isto, por isto tudo que se anda a passar. Pelo medo de te perder que agora me invade á noite. Pela ideia lamechas que agora me obriga assim a ter uma almofada a mais na cama.
É absurdamente irreal a forma como estamos ligados.
Volto a lembrar-te, és tu o causador de tudo isto, não eu. Apesar disso, obrigada do fundo. És o que eu mais temia, és uma grande parte do tudo.

p.s: é agora, que eu digo o que é que é realmente relevante saberes. É agora que eu te peço para vires até mim. Vem, que eu preciso.

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