Sabes do que me fui lembrar á bocado? Da última vez que estivemos juntos.
Foi um encontro em cima da hora (aquilo nem se pode chamar encontro, por isso vou chamar-me semi-encontro, porque eu por um lado não queria ver-te de forma nenhuma, ainda assim fui capaz de andar imenso só para tentar ter um diálogo normal frente-a-frente contigo). Aquela foi a última vez que te vi e tu pareces-te não importar-te, talvez não tenhas aproveitado o momento certo para variar. Pode ser que mudes nesse aspecto, um dia. Estive sentada junto a ti e nem foste capaz de proferir nem uma palavra. A verdade é que também foi melhor não me teres tocado sequer, por que não era eu quem iria responder, era o meu coração (e o que tenho uma vaga ideia do que ele quereria fazer se isso acontecesse, o quê? Não vou revelar, é um segredo meu e dele e vai continuar a sê-lo). Acabei por sair do teu lado com lágrimas a quererm escorregar pelo meu rosco ainda cansado da caminhada, sem mais de duas dúzias de palavras trocadas, sem o gesto que eu ansiava encontrar.
Será que alguma coisa mudava se soubesses que aquele semi-encontro seria uma das marcas que antevia o nosso fim?
Porém, aquele não foi o derradeiro adeus e o que me irrita é que tu sabias e sabes disso. Algures aí dentro tens o ridículo dom de me ler os pensamentos, estranhamente consegues saber o que sinto e mesmo que não o conseguisses eu sei que ouves o som do meu coração a cavalgar no meu peito assim que te chegas perto de mim, mas mais ridículo ainda, é que o estou a admitir.
p.s: ah! E desculpa se te amar não basta.
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