Já á algum tempo que não me sentia assim tão liberta, tão livre. Livre do teu controlo absoluto. Livre de ti. Não vou mais limitar-me a ouvir-te, a calar-me, a aceitar o que dizes e a fazer o que me mandas. Hoje, sou eu quem manda em mim. Mando-me ser como um pássaro. Mando-me voar além das nuvens, mando-me sonhar como nunca, mas mando-me acima de tudo ter livre arbítrio sobre as minhas escolhas. E eu escolho que não te quero, pelo menos, não hoje. Liberdade é tudo aquilo que tu não me deste e em nem sequer me atrevo a pedir-te. Liberdade é mais que ausência de submissão, é independência, é também sinal de responsabilidade, eu cresci e bem sabes disso. Hoje e agora te digo que não quero depender mais da tua falsa modéstia.
Já desejei ser um sujeito racional que por tanto tempo ser contraído e pressionado sobre as suas decisões ou escolhas se afirma perante o existencialismo. Eu não quero limitar-me a viver, quero existir no Mundo. Quero ser o alguém por quem outro alguém espera. Quero ser mais que um orgulho para a minha mãe ou o meu pai, o piriquito ou até mesmo para o cão. Quero ser um ponto de boa referência deste e daquele e se calhar do outro também. Não quero estar mais tempo presa em ti. Ainda tenho tanto para dar. Se queres o meu amor, dar-te-ei o meu coração, mas eu vou continuar o meu caminho longe do teu ser, mesmo que este acto de doação signifique ter de partir, ter de ir para além dos horizontes, junto da porta do céu ao lado dos anjos com asas delicadas. Apenas quero ser livre.
p.s: Quero ser livre de ti.
(é o meu trabalho de casa de português.)
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